Acervo de Cases - Produtividade, Motivação e Incentivo

EXPERIÊNCIA QUE CONTA

"Na LOGISTECH, prestadora de serviços para concessionárias de distribuição de energia elétrica, com sede em São Paulo, cerca de 23% dos 2.500 funcionários têm mais de 40 anos. Segundo o gerente de gestão de pessoas, Carlos Pivoto, quando o assunto é liderança e conhecimento técnico, os mais experientes têm preferência. A empresa identificou nesse publico muito mais responsabilidade para atuar num mercado onde segurança é um item minucioso no uso adequado dos equipamentos. ""Nossa preferência é justamente por profissionais com mais de 40 anos. Tanto para cargos de liderança quanto operacionais. Até pela experiência, eles têm mais responsabilidade no manuseio do equipamento e cuidado com a integridade física"", explica, evidenciando que nessa idade os profissionais querem consolidar sua carreira na empresa e, portanto, demonstram mais dedicação. Há 27 anos, Almir Rodrigues percorre residências para fazer a leitura do relógio de energia elétrica e voltou ao mercado graças à política de recrutamento da empresa. Aos 47 anos ele conta que pela idade avançada estava difícil conseguir um novo emprego e atribui à conquista, sua experiência. ""Graças a Deus, me deram essa oportunidade, talvez pelo meu profissionalismo, né. Ser Leiturista é trabalhar com pessoas.Tem que ter jogo de cintura. Antes eu não tinha nada, agora pelo menos já ta dando uma clareada né, vai melhorando devagarzinho"", comemora satisfeito a oportunidade de trabalho."

FRANCHISING PARA COLABORADORES

"Toda organização tem como uma das mais ambiciosas prioridades crescer, ampliar mercados, aumentar os negócios. Acompanhe a estratégia de uma empresa brasileira que resolveu passar o bastão entre os colaboradores de maneira que eles participem diretamente no crescimento da companhia. A Datasul, empresa que produz softwares de gestão com 1500 colaboradores e sede em Joinville, Santa Catarina, adotou uma nova estratégia para crescer e envolver sua equipe na busca por resultados: oferece sociedade aos próprios funcionários em franquias de todo o Brasil. A iniciativa foi implantada em 1999 depois de vários estudos que indicavam que a empresa precisava mudar seu modelo de gestão para ganhar novos mercados. O sistema de franquias foi o escolhido e a empresa passou a convidar os gerentes de área para assumir o desafio. Os que aceitam o convite recebem todo o suporte da empresa, que banca as franquias durante seis meses. Segundo Inez Robert, gerente de gestão de pessoas, o objetivo é expandir os negócios e ao mesmo tempo preservar seu capital intelectual oferecendo atrativos para que os colaboradores continuem na organização. Alexandre Azevedo era gerente financeiro quando foi convidado a ser sócio. Investiu suas economias na franquia, abriu mão do emprego e do salário. Durante os seis primeiros meses, ganhou menos como sócio para garantir a saúde financeira de sua unidade. Em pouco tempo recuperou o investimento e hoje ganha o dobro da remuneração que tinha como funcionário. O diretor-superintendente Jorge Steffens diz que a empresa ganhou em produtividade porque as pessoas estão muito mais focadas em resultados. A empresa dobrou de tamanho e a lucratividade vem crescendo de 30 a 40% ao ano."

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CONHECIMENTO SEM FRONTEIRAS

"A agência de publicidade MORYA, com 150 funcionários e sede em São Paulo, adotou o programa Conhecimento sem Fronteiras como uma oportunidade para os funcionários recarregarem suas energias para a atividade, onde, a criatividade é o maior capital do negócio. Trata-se de um concurso anual onde todos os funcionários da agência têm a possibilidade de inscrever seus projetos e temas de estudo. Após a análise das propostas, um deles é escolhido para fazer uma viagem totalmente paga pela empresa e pesquisar, in loco, o argumento suposto em projeto. De volta para casa, eles têm o desafio de disseminar o conhecimento adquirido entre os colegas de trabalho. A redatora da agencia de publicidade MORYA, Luciana Fonseca, por exemplo, passou 25 dias entre Espanha, França, Inglaterra e Portugal. Para ela, a viagem ampliou sua visão e contribuiu para recarregar a energia criativa. ""Meu objetivo era trocar idéias com grupos que fazem críticas à sociedade de consumo, refletem sobre comunicação"". Agora Luciana se prepara para compartilhar o conhecimento adquirido com os colegas da agência. ""Quero também compartilhar minhas percepções, porque isso é tão importante quanto o conhecimento que eu trouxe. As barreiras que eu venci, do medo, do crescimento"". Para isso, Luciana desenhou um kit com material impresso, entrevistas gravadas em áudio que vai viajar por todas as unidades da MORYA""Eu acho que uma das maiores conquistas desse projeto é o desenvolvimento pessoal"", conta. Para o proprietário da agência, Cláudio Carvalho o negócio publicitário exige dos profissionais, oxigenação mental e um cuidado especial com as fontes de inspiração. ""Todos os funcionários de qualquer nível podem concorrer, para adquirir conhecimento em qualquer lugar do mundo. Quem tiver o melhor projeto, que o conteúdo seja sinalizador de evolução, vai ser vencedor. Não só ele é motivado, porque viaja, aprende, como também consegue mobilizar as pessoas que estão próximas dele"", finaliza."

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