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O complexo Market Place, promove há cinco anos o "Troca de Funções - Hoje eu sou você"... A comunicação eficiente em uma empresa é essencial para a tomada de decisões. A iniciativa Troca de Funções - Hoje eu sou você, do Shopping Market Place foi a vencedora do Voto RH no Premio Sodexho Vida Profissional. Por meio da iniciativa, um grupo de 19 executivos da empresa trabalha duas horas em funções operacionais. O processo começa 10 dias antes, momento em que os funcionários votam a posição e o local de trabalho dos executivo e suas ""novas funções"". Segundo o coordenador do programa, Sandro Fernandes, que trocou o cargo de gerente geral pelo de vigilante, a iniciativa contribui para a maior integração entre as áreas, além de levar a percepção do dia-a-dia para mais perto de quem toma as decisões. ""Muitas vezes uma visão diferente te ajuda a não tomar uma decisão equivocada"", explica Sandro. Para a advogada Renata Fava de Moraes, que já participou do ""Troca de Funções"" como recepcionista e auditora de lojas, a sensação de vivenciar outra atividade é de muito orgulho. ""O ambiente de trabalho melhora. A gente vai almoçar eu encontro a recepcionista, é muito engraçado, porque você acaba tendo uma intimidade que antes você não tinha, e ela acaba virando efetivamente sua colega de trabalho"", finaliza."
"A Milênia Agro Ciências, indústria de agro químicos com 800 funcionários e sede em Londrina, Paraná, inovou na forma de investir em segurança e passou a premiar os funcionários em dinheiro, quando as metas de diminuição de acidentes são alcançadas. Desde 2002, a empresa divide 1% de seu lucro líquido entre os colaboradores, quando não há acidente grave. O prêmio é igual para todos, inclusive o presidente, mas favorece os funcionários da produção. Em alguns casos, eles ganham até dois salários a mais por ano. O programa foi implantado pelo RH, quando a empresa decidiu mudar a forma de cuidar da segurança de seu time. Depois da parte educativa, percebeu que valia muito mais a pena estimular os funcionários a participar do que apenas investir em equipamentos e consultorias. O coordenador de produção Luiz Zorzi conta que a premiação já ganhou um apelido: é chamado de bolão pelos funcionários. Ele diz ainda que aumentou a participação de todos, para evitar acidentes de trabalho, e que se sente muito mais comprometido com a empresa. Segundo a diretora de RH, Vera Paiotti, a segurança passou a ser tratada com muito mais seriedade por todos. A empresa apostou no projeto e os resultados superaram as expectativas: o número de horas de afastamento por acidentes de trabalho caiu de 864, em 2002, para 120 horas, em 2004."
"Na LOGISTECH, prestadora de serviços para concessionárias de distribuição de energia elétrica, com sede em São Paulo, cerca de 23% dos 2.500 funcionários têm mais de 40 anos. Segundo o gerente de gestão de pessoas, Carlos Pivoto, quando o assunto é liderança e conhecimento técnico, os mais experientes têm preferência. A empresa identificou nesse publico muito mais responsabilidade para atuar num mercado onde segurança é um item minucioso no uso adequado dos equipamentos. ""Nossa preferência é justamente por profissionais com mais de 40 anos. Tanto para cargos de liderança quanto operacionais. Até pela experiência, eles têm mais responsabilidade no manuseio do equipamento e cuidado com a integridade física"", explica, evidenciando que nessa idade os profissionais querem consolidar sua carreira na empresa e, portanto, demonstram mais dedicação. Há 27 anos, Almir Rodrigues percorre residências para fazer a leitura do relógio de energia elétrica e voltou ao mercado graças à política de recrutamento da empresa. Aos 47 anos ele conta que pela idade avançada estava difícil conseguir um novo emprego e atribui à conquista, sua experiência. ""Graças a Deus, me deram essa oportunidade, talvez pelo meu profissionalismo, né. Ser Leiturista é trabalhar com pessoas.Tem que ter jogo de cintura. Antes eu não tinha nada, agora pelo menos já ta dando uma clareada né, vai melhorando devagarzinho"", comemora satisfeito a oportunidade de trabalho."
"Toda organização tem como uma das mais ambiciosas prioridades crescer, ampliar mercados, aumentar os negócios. Acompanhe a estratégia de uma empresa brasileira que resolveu passar o bastão entre os colaboradores de maneira que eles participem diretamente no crescimento da companhia. A Datasul, empresa que produz softwares de gestão com 1500 colaboradores e sede em Joinville, Santa Catarina, adotou uma nova estratégia para crescer e envolver sua equipe na busca por resultados: oferece sociedade aos próprios funcionários em franquias de todo o Brasil. A iniciativa foi implantada em 1999 depois de vários estudos que indicavam que a empresa precisava mudar seu modelo de gestão para ganhar novos mercados. O sistema de franquias foi o escolhido e a empresa passou a convidar os gerentes de área para assumir o desafio. Os que aceitam o convite recebem todo o suporte da empresa, que banca as franquias durante seis meses. Segundo Inez Robert, gerente de gestão de pessoas, o objetivo é expandir os negócios e ao mesmo tempo preservar seu capital intelectual oferecendo atrativos para que os colaboradores continuem na organização. Alexandre Azevedo era gerente financeiro quando foi convidado a ser sócio. Investiu suas economias na franquia, abriu mão do emprego e do salário. Durante os seis primeiros meses, ganhou menos como sócio para garantir a saúde financeira de sua unidade. Em pouco tempo recuperou o investimento e hoje ganha o dobro da remuneração que tinha como funcionário. O diretor-superintendente Jorge Steffens diz que a empresa ganhou em produtividade porque as pessoas estão muito mais focadas em resultados. A empresa dobrou de tamanho e a lucratividade vem crescendo de 30 a 40% ao ano."
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Categoria Pequenas Empresas Qualidade de vida Benefícios Educação e treinamento Responsabilidade Social e Voluntariado Produtividade, Motivação e Incentivo
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"O Banco Itaú, com 42 mil colaboradores e sede em São Paulo, estreitou a comunicação dos funcionários com o Departamento de Recursos Humanos pelo projeto ""Fale com o RH"". Implantada em 2002, a iniciativa custou cerca de 100 mil reais e segue o mesmo modelo do atendimento aos clientes. Os colaboradores podem falar com o RH através de e-mail e telefone, para tirar dúvidas e fazer solicitações ou reclamações. Oito funcionários do RH foram treinados e fazem o atendimento exclusivo aos colaboradores pelo sistema computadorizado. O serviço está à disposição de todas as unidades da empresa no Brasil inteiro. Recebe em média quase 200 contatos por dia. O atendente da central de produtos Daniel Melina diz que o serviço facilitou o acesso ao RH. Ele conseguiu localizar rapidamente pelo telefone um holerite extraviado. Segundo o diretor de Recursos Humanos Fernando Perez, a idéia é demonstrar aos colaboradores o mesmo respeito que a empresa tem com os clientes externos. A empresa ganhou em redução de custos e melhor comunicação interna, o que se reflete em serviços de mais qualidade."
"A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Sabesp, investiu na reestruturação do ambiente de trabalho e ganhou o prêmio Top de RH de 2002, concedido pela ADVB- Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil. A estratégia foi comandada pelo RH seguindo a diretriz da empresa de reduzir custos e melhorar o sistema de trabalho. 1.200 funcionários, que antes ficavam em vários prédios mantidos pela Sabesp, foram transferidos para o novo centro administrativo. A empresa investiu oito milhões de reais em modernas instalações. São escritórios mais confortáveis, espaçosos, com divisórias baixas, facilidade de circulação e pontos de encontro e convivência. A economia gerada pela iniciativa é de cerca de 800 mil reais por mês. As vantagens, segundo o diretor de RH Walter Sigollo, vão além dos resultados financeiros. A equipe ficou mais integrada, passou a resolver os problemas e atender os pedidos de forma mais rápida e eficiente."
"A agência de publicidade MORYA, com 150 funcionários e sede em São Paulo, adotou o programa Conhecimento sem Fronteiras como uma oportunidade para os funcionários recarregarem suas energias para a atividade, onde, a criatividade é o maior capital do negócio. Trata-se de um concurso anual onde todos os funcionários da agência têm a possibilidade de inscrever seus projetos e temas de estudo. Após a análise das propostas, um deles é escolhido para fazer uma viagem totalmente paga pela empresa e pesquisar, in loco, o argumento suposto em projeto. De volta para casa, eles têm o desafio de disseminar o conhecimento adquirido entre os colegas de trabalho. A redatora da agencia de publicidade MORYA, Luciana Fonseca, por exemplo, passou 25 dias entre Espanha, França, Inglaterra e Portugal. Para ela, a viagem ampliou sua visão e contribuiu para recarregar a energia criativa. ""Meu objetivo era trocar idéias com grupos que fazem críticas à sociedade de consumo, refletem sobre comunicação"". Agora Luciana se prepara para compartilhar o conhecimento adquirido com os colegas da agência. ""Quero também compartilhar minhas percepções, porque isso é tão importante quanto o conhecimento que eu trouxe. As barreiras que eu venci, do medo, do crescimento"". Para isso, Luciana desenhou um kit com material impresso, entrevistas gravadas em áudio que vai viajar por todas as unidades da MORYA""Eu acho que uma das maiores conquistas desse projeto é o desenvolvimento pessoal"", conta. Para o proprietário da agência, Cláudio Carvalho o negócio publicitário exige dos profissionais, oxigenação mental e um cuidado especial com as fontes de inspiração. ""Todos os funcionários de qualquer nível podem concorrer, para adquirir conhecimento em qualquer lugar do mundo. Quem tiver o melhor projeto, que o conteúdo seja sinalizador de evolução, vai ser vencedor. Não só ele é motivado, porque viaja, aprende, como também consegue mobilizar as pessoas que estão próximas dele"", finaliza."