O Projeto Envie seu case Eventos Gente profissional Dica profissional FAQ
"Com 20 colaboradores e sede em São Paulo, a confecção de roupas femininas Brazoo prepara pessoas da comunidade para uma oportunidade de geração de renda. Mantém ateliês de trabalhos manuais, onde os funcionários dão aulas de bordado, crochê, tricot, pintura em tecido e trabalho com retalhos. O projeto criado pela dona da confecção, Clarice Borian, conta ainda com visitas a museus, pesquisas em livros e conceitos de cidadania. A idéia, além de ensinar as técnicas, é desenvolver nessas pessoas a capacidade de encontrar seu espaço na sociedade. Muitas das alunas que freqüentam as aulas são contratadas pela confecção como prestadoras de serviço. As mulheres beneficiadas têm em comum a baixa escolaridade e um perfil de líderes nas comunidades onde moram. O objetivo é que elas sirvam de multiplicadoras desse conhecimento. É o caso da bordadeira Maria dos Santos. Ela fez as aulas no ateliê, ensinou para as vizinhas e, hoje, coordena um grupo de oito pessoas para dar conta das entregas para a confecção. A iniciativa também ajuda a fortalecer a cultura da empresa de envolver os funcionários em todos os processos, e a aumentar a integração entre as equipes. Os colaboradores são estimulados a criar novas peças e detalhes. E, quando as novidades são aprovadas, ensinam as técnicas nos ateliês."
"A Rede Atlântica Hotels, empresa de administração hoteleira com sede em São Paulo e 2.300 funcionários, criou uma ação especial para combater o turismo sexual infanto-juvenil. O projeto é uma parceria com a ONG internacional WCF e envolve os 2.300 funcionários de todo país na sensibilização, capacitação e apoio a programas sociais. A vice-presidente de Recursos Humanos da rede, Dináuria Cheffins, explica que o treinamento deixa muito claro que a exploração sexual é crime. A empresa desenvolveu um manual, em que o funcionário tem orientações sobre proceder, detectar uma situação e a abordagem adequada junto ao hóspede. No material há também os telefones dos órgãos competentes para entrar em contato. Segundo Dináuria, todos os colaboradores assumiram a causa. ""A partir do momento que conseguimos sensibilizá-los, treiná-los, e dizer não aceitamos a exploração sexual de menores, isso foi a condição sinequanon pra que o projeto tivesse sustentação"", reflete. A atitude da empresa contribuiu para que o recepcionista Jean Cacildo Beserra não se sentisse intimidado na hora de abordar um cliente. Hoje, na recepção do Quality Fortaleza, ele está muito mais atento aos hospedes e ao tipo de acompanhantes. ""A gente já sabe fazer uma identificação clara do cliente que vem querendo entrar com acompanhante aqui no hotel. Em sua maioria, são meninas menores de idade, 17, 18 anos de idade. Então a gente explica ao hóspede que é uma prática não permitida na nossa rede, no intuito da segurança dele, da nossa segurança também. A partir do momento que nós coibimos, a gente serve de exemplo pra outros estabelecimentos. O Nordeste deve ser conhecido pelo nosso turismo sustentável, por suas praias, suas belezas naturais, e não pela prática sexual""."
Na AACD - Associação de Assistência à Criança Deficiente, com sede em São Paulo e 1.700 funcionários, o Programa Trabalho Eficiente capacita os pacientes para o mercado de trabalho. Apenas no primeiro semestre de 2006, cerca de 130 pessoas conquistaram um emprego em empresas e na própria instituição. Segundo a psicóloga responsável pelo programa, Andréa Poletti, a inserção profissional ocorre como etapa final do processo de reabilitação e representa um importante passo para o estado emocional do paciente. "Eles se sentem autoconfiantes e produtivos para a sociedade", define Andréa, ressaltando que o programa leva em consideração as condições físicas, mas também se o paciente apresenta um interesse real em participar do processo, bom potencial e se está numa fase de aceitação da deficiência. Mesmo empregados, eles são reavaliados periodicamente, para que seja possível verificar o quanto estão investindo numa possibilidade profissional e até mesmo educacional. Esse é o caso de Gildo Porfírio dos Santos, que há nove anos no mercado de trabalho, ainda conta com o acompanhamento psicológico da AACD. Atualmente ele trabalha com recepcionista do Programa e salienta como um dos benefícios o convívio com as empresas e os candidatos. "Entro em contato com as pessoas para recolocá-las no mercado de trabalho e também faço contato com as empresas que querem esses candidatos. Para minha vida pessoal é muito importante, pois, para cada pessoa que eu ligo e é confirmado que ela volte ao mercado de trabalho, eu me sinto realizado. As pessoas ligam aqui te agradecendo, sabe? Aí você dá valor ao que você faz", conta Gildo, creditando ao Programa sua realização pessoal. "Vale a pena toda essa experiência".
"Para o Grupo Siciliano, com sede em São Paulo e 1000 funcionários, a idade não pode e não deve ser limite para o trabalho. Por esse motivo, a rede de livrarias adotou o programa Consultor Literário. Implantado em 2003, a iniciativa proporciona a inserção de pessoas acima de 45 anos no mercado de trabalho, valorizando toda a experiência e o hábito de leitura cultivado aos longos dos anos por esses profissionais. Os consultores literários auxiliam na escolha dos livros, fornecem informações importantes sobre os autores e suas obras e os gêneros literários. Essa troca de conhecimento entre várias gerações tem sido um estímulo para os colaboradores mais novos, mostrando o quanto o aceso à informação e à cultura são ativos importantes na formação de um profissional. Dessa forma, além de orientar o cliente na escolha pela boa leitura, eles passaram a dar cursos internos sobre: a diferença entre a narrativa e a poesia, os tipos de encadernação e, entre outros assuntos, os cursos gratuitos que abordam temas literários. Segundo Fernanda Santos, gerente de marketing da empresa, o conhecimento dos consultores literários acabou por transformá-los num instrumento de relacionamento para a empresa: ""O tempo de atendimento deles é maior e existe uma demanda por parte do cliente que hoje até liga na loja para fazer pedidos por telefone"". Para ser um consultor, é preciso ter mais do que um ótimo preparo: é preciso ter experiência comprovada, para auxiliar os clientes sobre gêneros literários, os autores e suas obras. Marcos Cohn de 69 anos de idade é um exemplo disso. Sociólogo de formação e executivo da área de comércio exterior, Marcos viveu 4 anos fora do país e domina o inglês, alemão, francês e o espanhol. Sua escolha pela leitura vem de longa data: aos cinco anos de idade já lia jornais diariamente. ""Eu era um homem de negócios incomum. Ao invés de passear por Paris, eu ia a livrarias, museus"", conta Marcos, afirmando que, se não fosse a oportunidade dada pela Siciliano, todo o seu conhecimento seria jogado fora. ""Ser um consultor literário para mim é uma oportunidade de renascer"", finaliza."
Busca Cases
Categoria Pequenas Empresas Qualidade de vida Benefícios Educação e treinamento Responsabilidade Social e Voluntariado Produtividade, Motivação e Incentivo
Texto
M�dia
A Cargill comercializa, processa e distribui produtos e serviços nos setores de alimentação e agricultura no mundo inteiro. Com 22.000 funcionários no Brasil e sede em São Paulo, criou o programa "de grão em grão", com o objetivo de transmitir conceitos sobre agricultura familiar e segurança alimentar a cerca de 54 mil crianças, de 136 escolas da rede municipal, em 12 cidades brasileiras. A iniciativa beneficia alunos do Ensino Fundamental, na faixa etária de 7 a 10 anos. Anualmente é assinado um Protocolo de Intenções com as Prefeituras e Secretarias municipais de Educação e são capacitados, a cada ano letivo, 2 mil professores e 500 merendeiras. Essa capacitação visa proporcionar uma melhor identificação dos professores com os materiais pedagógicos desenvolvidos especialmente para o Programa. Já o treinamento para as merendeiras é ministrado por uma Nutricionista que transmite informações sobre segurança alimentar, trabalhando desde a higiene corporal, ambiental e dos alimentos até o entendimento sobre pirâmide alimentar, armazenagem dos alimentos e receitas nutritivas. A Cargill fornece todos os suprimentos necessário para a implantação das hortas nas escolas e ainda faz o acompanhamento agronômico. A coordenadora de projetos e publicações culturais da Secretaria da Educação de Uberaba, Tânia Ulhoa, representa seis escolas da região e relata que o programa "de grão em grão" é excelente, porque vem associar a cultura popular com a cultura da saúde e a cultura da cidadania plena das crianças, além da melhora na merenda escolar. Segundo a coordenadora da Fundação Cargill, Denise Cantarelli, "o programa tem uma aceitação muito boa e, inclusive, já faz parte da grade curricular das 136 escolas participantes". A empresa tem a presença de 230 funcionários atuando como voluntários nas escolas e são responsáveis por acompanhar o programa e dar um feedback, para a Cargill, dos resultados obtidos. Denise Cantarelli relata que esses voluntários são muito dedicados e colaboram para o desenvolvimento e crescimento do Programa de maneira muito especial e, constantemente, são valorizados nas escolas onde atuam, sendo convidados a participar de desfiles cívicos na comunidade, assistir a apresentações de peças de teatro, semana cultural, etc.