Durante uma crise na empresa, muitos empresários se perguntam qual medida tomar e, muitas vezes, acreditam que um sócio poderá contribuir na solução dos problemas.
Segundo o psicólogo, especializado em recursos humanos, Newton Ferreira a busca de um sócio deve ser encarada como um processo seletivo, talvez o mais importante do negócio. “Assim como acontece num processo de admissão em qualquer organização, essa procura deve começar com a demarcação do perfil do sócio, que precisa ser definido com isenção de preconceitos, fantasias e subjetividades, sendo claramente focado nas necessidades da organização”, alega.
O psicólogo acredita que uma grande saída é começar a procura pelo novo membro da empresa na chamada networking ou rede de relacionamentos. “Mesmo que não conheçamos diretamente os candidatos, podemos chegar até eles através de indicações. Locais que reúnem pessoas por afinidade, como associações comerciais, clubes de serviço, entidades classistas, também possibilitam boas oportunidades na procura de sócios”, recomenda.
O consultor ainda ressalta que nessa circunstância deve-se escolher o que se acredita ser adequado naquele momento para empresa. “Nessa procura devemos evitar um erro muito comum: escolher como sócio aquele amigo ou parente que não está num bom momento, apenas para “dar uma força” para ele. Lembre-se: precisamos ser acima de tudo, fiéis ao perfil definido para o sócio adequado ao negócio”, alerta.
Uma sociedade bem sucedida precisa basear-se em alguns fundamentos essenciais. Um deles é a confiança. “Quando eu confio de fato no meu sócio, aceitarei suas “cobranças” como ações favoráveis ao bom desempenho do negócio, e me permitirei fazer isso também na relação com ele. É fundamental aceitarmos que quando exercemos “papéis” numa empresa, esses podem e devem ser avaliados, independentemente da nossa condição de sócio. As tarefas e responsabilidades, que devem ser definidas mais por competência do que por afinidade”, explica o especialista.
Para o psicólogo a relação entre sócios e equipe deve ser acima de tudo, profissional. “Devemos primar pelos resultados produzidos pelos membros da equipe, prestigiando sempre o desempenho do negócio. É sempre gratificante poder trabalhar com pessoas competentes, com quais podemos cultivar bons relacionamentos num bom ambiente de trabalho”, afirma.
O consultor declara que é preciso investir em comunicação. “Desenvolver uma inteligência emocional para superar as “picuinhas” e controlar o ego, visando o cultivo de relacionamentos produtivos, torna-se fundamental! Precisamos saber conversar, ouvir, argumentar e viabilizar entendimento com nossos sócios. Ou ter a coragem para aceitar que a sociedade tornou-se inviável”, aconselha.
Newton avalia que todos os riscos imagináveis estão presentes numa sociedade. “Desentendimentos, preocupações, perda de dinheiro, problemas jurídicos, são alguns deles. Devemos estar conscientes de todos os riscos envolvidos e trabalhar com afinco para minimizá-los. Mas jamais devemos deixar de enxergar principalmente as oportunidades de empreender em sociedade! Um bom sócio pode nos complementar e influenciar diretamente no nosso sucesso”, finaliza.
Fonte: Newton Ferreira - Psicólogo e Especialista em RH.